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Benedita Dalva - de Limeira

Vou escrever aqui, em poucas palavras. a história dos meus amiguinhos. Tenho obceção por animais. Amo-os mais que tudo e sofro desesperadamente quando os encontro em situações de perigo ou sofrimento. Por conta disso tenho em casa 3 animais resgatados nessas condições. Já foram 4 mas, infelizmente há 3 anos, perdi uma cadelinha, com câncer, que tive por 11 anos . Fizemos tudo mas não conseguimos salvá-la.

Hoje, tenho o ARI, um belo gato, que foi salva quando a mãe, grávida dele, sofria nas mãos de meninos que judiavam dela. Conseguimos tirá-la deles, ela, porém, ficou com a patinha defeituosa.  Só conseguimos salvar 2 filhotes. Um ficou com minha irmã e o outro é o meu amor, o ARI, já com 10 anos.

A ZU, uma cadela vira-lata, com porte de "lady", uma mistura de Dálmata com Galgo, foi pega numa rotatoria ( o pessoal adora abandonar animais nesses lugares), com mais 10 irmãozinhos e a mãe. Todos muito assustados e debilitados, sendo maltratados. Não consigo aceitar isso como atitude de um ser humano normal. Os cães foram resgatados pela ALPA, em Limeira, e de lá foram para a feirinha de adoção. Passamos lá, eu e minha filha, e ficamos observando. Os irmãozinhos da ZU foram sendo adotados e ela ia ficando. Não a escolhemos, ficamos com ela por causa do seu olhar, parecia temer não ser adotada. Hoje 5 anos após ela, ainda, não pode sair na rua. Fica desesperada de pavor , tem medo de tudo e de todos. Compensamos isso dando-lhe muito amor e carinho.

Aí veio, a caçulinha, a MIRELA, a peraltice em forma de cão. Tinha, segundo o veterinário, 15 a 20 dias. A minha filha, ao atravessar uma auto-estrada percebeu que um carro reduziu a velocidade, abriu a porta e jogaram-na na estrada. Ela tentava andar mas não conseguia pois era muito novinha e seria atropelada a qualquer momento. Minha filha correu para ver o que era e viu um filhotinho muito pretinho, pequenino e assustado. Trouxe-a para casa. Ela não sabia comer, tivemos que dar mamadeira e aos poucos fomos acrescentando ração batida. O veterinário achava que ela não sobreviveria. Apostamos nela! Hoje é uma peralta. Aos 2 anos é extremamente feliz e sequer lembra aquela cachorrinha que cabia na palma da mão. Graças a Deus!

Limeira, janeiro de 2012


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